Romoaldo diz que não conhece empresa alvo da PF e que envolvida foi sua assessora em 2018

A Operação "Chapéu de Palha", deflagrada pela Polícia Federal, apura supostas fraudes em licitação, além de pagamento de vantagens indevidas a agentes público.

Foto: Olhar Direto

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O deputado estadual Romoaldo Júnior(MDB) afirmou que não conhece a empresa alvo de operação da Polícia Federal na última quarta-feira (9). Segundo ele, seu nome foi arrolado ao processo e seu gabinete vistoriado por causa de uma ex-assessora parlamentar que já não trabalha para ele há dois anos.

"Ela trabalhou em meu gabinete, apenas. A vida particular dela não tem nada a ver comigo. Estou tranquilo e a disposição para qualquer esclarecimento", afirmou o deputado. A assessora é Odineide Pereira, que, segundo os autos, recebeu R$ 29 mil da Construtora Pirâmide, na data de 26/10/2016. Ela prestou serviço a Romoaldo até 2018, depois se casou, foi morar em Jaciara e não tiveram mais contato, segundo a assessoria do parlamentar.

A Operação "Chapéu de Palha", deflagrada pela Polícia Federal, apura supostas fraudes em licitação, além de pagamento de vantagens indevidas a agentes público. Um dos alvos foi o gabinete do deputado Romoaldo Júnior (MDB).

Chapeu de palha

Foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em vários municípios de Mato Grosso (Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Alto Taquari, Itiquira, Juscimeira, Jaciara, São Pedro da Cipa, Dom Aquino, Alta Floresta) e Votuporanga/SP.

Ao todo, foram empregados mais de 130 policiais federais no cumprimento das ordens judiciais. A Controladoria Geral da União (CGU) participou da fase preliminar de levantamento das informações. Outros detalhes não foram repassados por conta do sigilo das investigações.

Foram cumpridas ordens nos gabinetes dos deputados estaduais Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho, e Romoaldo Júnior (MDB). Olhar Direto confirmou que o parlamentar Dilmar Dal'Bosco (DEM) e o ex-legislador Mauro Savi também foram alvos.

Afastamento de secretários

Em 2018, a Justiça de Mato Grosso determinou o afastamento de dois secretários de Itiquira, que eram sobrinhos do prefeito Humberto Bortolini. Eles são investigados pelo crime de nepotismo, em função da lei municipal que disciplina o assunto.

O Ministério Público Estadual (MPE) afirma que o prefeito nomeou parentes de até terceiro grau para exercer cargos na administração pública, o que caracteriza a prática de nepotismo, proibida em lei.

Por causa disso, os secretários de Infraestrutura e Obras e de Agricultura e Meio Ambiente foram exonerados.

A Secretária de Administração, que é irmã do prefeito, também deixou o cargo após exoneração.

A Prefeitura de Itiquira alega ainda que possui um Termo de Ajustamento de Conduta com o MPE que permite a as nomeações de pessoas com laços consanguíneos apenas para os cargos de secretários.