Primeiro semestre de 2020 tem alta de 16% nos homicídios em Juiz de Fora

Primeiro semestre de 2020 tem alta de 16% nos homicídios em Juiz de Fora
Informações foram divulgadas pela Polícia Civil nesta sexta-feira (7). Mais de 90% dos casos já foram apurados. Inspetor Gibi e delegado Rolli da Delegacia Especializada de Homicídio em Juiz de Fora

Polícia Civil/Divulgação

Juiz de Fora registrou, em 2020, um aumento de 16% no número de homicídios consumados na cidade, em relação aos primeiros sete meses de 2019. Em relação à tentativas do crime, houve aumento de 7%.

As informações foram divulgadas na manhã desta sexta-feira (7), durante coletiva de imprensa realizada pelo Delegado Rodrigo Rolli e o inspetor Anderson Gibi, da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil.

Segundo Rolli, de janeiro à julho de 2020, foram registrados 35 homicídios consumados em Juiz de Fora. Em 2019, 30 crimes desta natureza foram cometidos no mesmo período de tempo.

Os registros de tentativas de homicídio neste primeiro semestre do ano chegaram a 42 casos, em comparação aos 39 ocorridos no mesmo época em 2019.

De acordo com o delegado, esse número não está fora do cenário nacional: "há uma tendência de aumento no Brasil como um todo".

Em maio de 2020, o G1 publicou matéria sobre o aumento em 18% no número de crimes violentos em relação aos primeiros quatro meses de 2019.

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A Polícia Civil também informou que oito dos casos de homicídio consumado envolviam suspeitos menores de idade, sozinhos ou com a participação de adultos.

Segundo o delegado, esse número segue a média dos anos anteriores.

Emprego de armas de fogo

Um dado interessante é a queda no número de homicídios cometidos com armas de fogo.

Dos 35 crimes contra a vida ocorridos em 2020, 21 foram praticados com armas de fogo. O que compõe um cenário de 60% do total. Em 2019, a média foi de 76%, quando 23 ocorrências tiveram esse tipo de armamento dentro do total de 30 casos contabilizados.

Segundo Rodrigo Rolli, "isso é altamente significativo, porque você vê as forças de segurança pública fazendo cada vez mais apreensões de arma de fogo".

Além disso, o delegado afirma que a diminuição no uso dessas armas revela informações sobre a natureza dos crimes.

"A ausência de arma de fogo demonstra, para [a Polícia Civil], crimes momentâneos, passionais, e não premeditados", explica.

Além dos 21 homicídios consumados com uso de arma de fogo, oito foram executados com arma branca, dois por enforcamento, dois registrados como atropelamento e um por agressão.

O delegado afirma, também, que a queda no número de crimes premeditados aponta a relutância do ato, resultado do grande número de prisões realizadas pela Delegacia de Homicídios.

Índice de apuração

De acordo com o inspetor Anderson Gibi, 32 dos 35 casos de homicídio consumado em Juiz de Fora já foram devidamente apurados. "Os três que restam apurar estão em fase de relatório", explicou.

Esses números totalizam um índice de apuração de 92%. Segundo o inspetor, " este é o maior índice do Brasil, enquanto a média nacional estoura no máximo em 8%", conforme dados da Polícia Civil.

Anderson Gibi reforça que este número é resultado do grande empenho da Delegacia de Homicídios e da Equipe de Inteligência, além do apoio da sociedade.